#Beleza: 4 questões para entender os peptídeos

Acima dos chamados fundamentais (FPS e antioxidantes) e transformadores (retinóides e alfa-hidroxiácidos), os peptídeos estão no topo da pirâmide de saúde e beleza epitelial — juntamente com os Fatores de Crescimento. Com função de otimizar os desempenhos dermocosméticos, eles fazem parte das formulações antienvelhecimento mais robustas.

Peptídeos para formação e estímulo de colágeno de boa qualidade, com atuação de reparo tecidual, ação cicatrizante, de preenchimento, controle de pigmentação, enfim, dentre muitos tipos de peptídeos, eles formam uma categoria indispensável para potencializar o rejuvenescimento da pele“, garante a dermatologista Dra. Claudia Marçal. “Os peptídeos e os Fatores de Crescimentos, hoje em dia, são os grandes diferenciais das formulações, pois além de agirem sinergicamente nas fórmulas atuam em receptores específicos“, conta a médica. Ficou curioso? Saiba mais sobre eles:

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Mas afinal, o que são os peptídeos? 
Peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos e são os blocos de construção das proteínas. A dermatologista explica, quando derivados de Fatores de Crescimento, eles encontram-se na forma mais concentrada e são responsáveis pela comunicação celular — que faz com que o tecido desempenhe suas funções. “As proteínas mais conhecidas na pele são colágeno, elastina e queratina, que são responsáveis pela sua textura e tom”, explica a médica. Vale lembrar que o colágeno é a principal proteína do nosso corpo; já a elastina é responsável pelas fibras que dão suporte ao colágeno e mantem a pele coesa e aderida evitando a formação de rugas e flacidez“, ensina a dermatologista. “Existem centenas de diferentes peptídeos, que são feitos a partir de diferentes combinações de aminoácidos. Os peptídeos atuam também com estimulantes a comunicação e proliferação celular principalmente quando são frações de fatores de crescimento“, acrescenta. 

Para que são usados? 
No quesito “cuidados com a pele”, os peptídeos são utilizados para ajudar a reforçar as proteínas naturais da pele, por conseguinte, promovendo e mantendo o rejuvenescimento. “Há diferentes tipos de peptídeos, cada um com seu efeito, que pode ser de reparação da função de barreira, aumento da firmeza, hidratação, ação despigmentante e suavização de rugas“.

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A dermatologista explica que os peptídeos têm também a função de melhorar a ancoragem da pele, estimular a formação do colágeno VII e expressão de Laminina e Integrina. “Além disso, há peptídeos que promovem ação reparadora da barreira cutânea por mimetizar a composição dos aminoácidos presentes no Natural Moisturizer Factor (NMF ou Fator Natural de Hidratação), ação clareadora, de firmeza da pele e elasticidade, além de reparo e hidratação. São amplamente utilizados no tratamento antienvelhecimento e através das cadeias recombinantes de vários aminoácidos atuam como dermorelaxante também“, explica.

Quem deve usar? 
Os peptídeos podem estar combinados em um mesmo produto com ação rejuvenescedora para peles que demonstram os primeiros sinais de envelhecimento com diminuição na produção de proteínas essenciais. 

Quais os mais eficientes? 
A dermatologista explica que os peptídeos na forma vetorizada conferem rápida absorção. “Quando biomiméticos, simulam as proteínas naturais e atuam rapidamente na pele”, comenta. “Tem ação mais importante quando vetorizados e encapsulados em sistemas próprios para resultados mais significativos“, finaliza.

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Andy Santana

CEO do Soda Pop, fotógrafo, inquieto, formado em moda e que ama música. Não exatamente nesta mesma ordem!

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