#Entrevista: Guga Nandes fala sobre lançamento do EP e como trabalhar em tempo de coronavírus

Aposta do pagode, Guga Nandes lança seu primeiro álbum, “Pra Não Desgrudar – Vol.1“, nesta sexta-feira (20), em todas as plataformas digitais. O projeto audiovisual contou com participações de Mumuzinho, Vitão, Suel e Gabily. Na entrevista Guga revelou detalhes do projeto e sobre como a pandemia coronavírus impactou na forma de apresentar o EP.

Soda Pop: Guga Nandes como foi o seu começo no pagode e quais são as suas referências musicais?
Guga Nandes: Meu início no pagode foi gravando vídeos para o Youtube. Comecei a postar e a galera começou a pedir que eu cantasse músicas do Dilsinho, Ferrugem, Thiaguinho e eu comecei a cantar essas canções. A galera foi me abraçando, os artistas foram repostando meus vídeos em suas redes e isso foi me impulsionando, foi como um combustível na minha caminhada. A galera do samba me abraçou de uma forma inexplicável e eu sou muito grato.

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As minhas referências musicais são muitas, eu amo música então eu ouço de tudo. Mas do gênero samba  são: Bruno Cardoso, Péricles, Mumuzinho, Thiaguinho, Suel e muitos outros. Eu tive a felicidade de ter o Bruno Cardoso produzindo esse meu trabalho e eu me senti muito honrado de ter conhecido ele primeiramente e depois que ele produziu o trabalho eu virei mais fã, mais admirador e com certeza foi um momento muito especial na minha vida.

SP: Em seu primeiro trabalho você apresenta 8 canções inéditas e 4 parcerias, como define este projeto arrojado e autoral?
GN: Eu defino como uma experiência incrível para mim, ter canções minhas sendo gravadas por mim, mostra cada vez mais a minha verdade e porque estou aqui. Até as canções que não são minhas são canções que eu gostaria de ter escrito. Utilizam linguagens que eu colocaria falando com outras pessoas, cantando, elas representam a minha identidade mesmo.E realmente trago melodias diferentes, arranjos diferentes, um papo atual e isso com certeza é algo muito bom para o público, o pessoal que vai consumir esse projeto.

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SP: Como se deu as escolhas das parcerias e do repertório?
GN: Primeiro escolhemos a músicas que foi uma coisa muito difícil. Fizemos uma linha do tempo e conseguimos encaixar as músicas em seus lugares, todas as músicas se falam. Eu agradeço muito ao Bruno e o Lele, produtores desse projeto, que me ajudaram muito nessa questão do repertório. E as parcerias vieram depois, imaginando as canções que a gente escolheu para eles cantarem. Pensamos em músicas que ficariam bem nas vozes deles e que teria a identidade deles. Os artistas e as músicas foram muito bem selecionados, estou muito feliz com os resultados e ansioso para saber o que a galera vai achar.

SP: Você que já era bastante conhecido como compositor, como se vê agora do outro lado da indústria?
GN: Não considero que eu era muito conhecido já, acredito que a minha carreira de compositor está se consolidando junto com a minha de cantor. Mas eu vejo a indústria de uma forma que eu quero gravar músicas minhas, mas não tenho a vaidade de querer gravar só as minhas composições. Eu quero gravar o que é bom, o que me toca. Se uma música de outro compositor me tocar mais do que a minha própria música, eu posso escolher ela. Claro, que eu vou acreditar na minha canção, mas não tenho essa vaidade de gravar só porque é minha, quero gravar o que é bom. Eu como artista, como cantar, olhando agora do outro lado, eu penso dessa forma.

SP: Em meio ao coronavírus, a divulgação do trabalho através de shows e apresentações precisou ser alterada, como pretende trabalhar o novo projeto?
GN: Estamos todos nos adaptando a esse novo momento atual, um momento muito difícil. Mas com a nossa arte, nossa solidariedade, com amor àquilo que a gente gosta fazer, que a gente ama fazer, encontramos uma forma muito legal de transformar esse momento de medo, de preocupação, de estar em casa em quarentena em um ambiente mais leve. Por isso, eu vou participar do Festival Música em Casa, assim que me fizeram o convite eu aceitei na hora porque é uma iniciativa incrível em um momento que precisamos ficar em casa, cuidando de nosso familiares, preocupados com evitar a proliferação desse vírus, a galera que tem a arte dentro do coração, no sangue, encontrou essa forma bem legal de levar a diversão para galera, para as famílias, dentro de casa. Então eu e muitos artistas vamos participar deste projeto e estou muito feliz.

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Andy Santana

CEO do Soda Pop, fotógrafo, inquieto, formado em moda e que ama música. Não exatamente nesta mesma ordem!

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