#Entrevista: Raf Vilar, a ‘Ana’ do The Circle Brasil, fala sobre o reality e planos futuros

Conhecido como o “vilão” do reality show “The Circle Brasil”, sucesso na plataforma de streaming da Netflix, Raf Vilar em passagem pelo Brasil, conversou sobre como foi o programa, revelou detalhes e também contou seus planos futuros… na música! Sabiam que ele é cantor? Descubra tudo a seguir:

Soda Pop: O que te motivou a participar do The Circle Brasil?
Raf Villar: A brincadeira me motivou a participar do The Circle Brasil. Eu tive um ano muito difícil, muitas coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo. O meu psicológico estava tão abalado até que eu fui parar no hospital sem conseguir mexer o meu corpo. Quando eu estava me recuperando foi quando eu comecei a participar das seletivas do programa. Eu cheguei a pensar em desistir, dizer não, mas a vontade de me divertir falou mais alto e quando dei por mim estava lá dentro.

SP: Como era a dinâmica dentro do The Circle?
RV: Eu já conhecia bem o programa por ter assistido as duas versões inglesas há uns anos, mas lá dentro nada era revelado pra gente até o momento que acontecia. A gente acorda quando o Circle manda, dorme no tempo dele, depende dele para falar com outro participante e faz as atividades que ele manda. Sem contar que o inesperado pode acontecer a qualquer momento. A gente pensa em estratégias o tempo todo e a falta de rotina te deixa confuso.

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SP: Quanto tempo durou a gravação do programa?
RV: A gravação do programa durou um pouco mais de 2 semanas, mais uns dias antes de confinamento. Ao todo 1 mês.

SP: Como foi o processo de seleção para o programa?
RV: Cansativo. Foram muitas entrevistas por vídeo. O time de casting rodou o Brasil e levou uns participantes para uma entrevista final em São Paulo. No meu caso foi tudo por vídeo já que moro fora do país. Primeiro teve a inscrição online e depois o envio de um vídeo de 1 minuto. Depois a produção entra em contato e começa a bateria de entrevistas. Você já tem que estar preparado com uma personagem e as entrevistas são para que eles conheçam melhor a sua estratégia para ser o jogador mais popular.

SP: Com sua entrada tardia, já que as alianças estavam estabelecidas, te prejudicou no game?
RV: Sim, prejudicou. Eu fui eliminado “porque não é certo tirar quem está desde o começo do programa”. Para as próximas temporadas os participantes não terão mais essa mentalidade. O participante que me tirou com esse discurso perdeu o programa porque ele preferiu deixar no jogo alguém que votava para outra pessoa ganhar. Eu era abertamente um aliado dele, mas por ter entrado depois, ele preferiu não ter o meu voto e perder o programa só porque não entrei no começo.

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SP: Por que você escolheu ser um catfish? Se arrepende?
RV: É sobre popularidade e eu nunca fui o mais popular da família, do trabalho e do grupo de amigos. Sempre fui muito querido, mas não o mais popular. A minha amiga Ana é popular até mesmo andando na rua. Não me arrependo de ter sido catfish e recomendo muito para os próximos participantes.

SP: Você foi muito julgado nas redes sociais após a saída do programa?
RV: Demais. O primeiro dia foi difícil já que minha primeira mensagem recebida foi de “morra”. Pessoas me chamando de cruel, mau e que tinha pena da minha amiga. Isso pelo fato de eu usar a palavra gorda pra descrever minha amiga, então minha personagem, de gorda. Com o passar do tempo as mensagem de carinho começaram a chegar e havia muitas gordas querendo ser minhas amigas. Foi quando eu percebi que valeu a pena ter levado a imagem da Ana para o programa. Muitos se irritaram com o fato de eu ser um jogador dentro do jogo. Eu debochei muito dos outros participante e hoje a gente ri muito disso, mas tem gente que ainda não entendeu que estávamos lá dentro brincando. É aquele efeito que faz a atriz que interpreta a vilã da novela apanhar no mercado. É uma atriz, novela é uma brincadeira.

SP: Participaria de um outro reality show? Qual?
RV: Todos. Adoro televisão, adoro reality show. Nunca pensei que fosse participar de um, mas agora que participei, quero todos. Só não participaria do Power Couple por motivos de que sou solteiro. Amo esses realities de comida, de dança… imagina o sonho que seria dividir o palco com a Xuxa e chamar ela de Xu? Adoro A Fazenda e tudo que o programa representa na cultura pop do país.

SP: Virou amigo de alguém após o reality show? Tem contato com os ex-participantes?
RV: Somos todos amigos. Bem, quase todos. Temos um grupo no whatsapp e passamos o dia conversando. Eu sou mais próximo da Marina. Passamos horas no telefone, ela ficou um tempo na minha casa em Londres, temos muita afinidade e parece que somos amigos há anos. Ultimamente eu tenho conversado muito com o Akel e Loma também. A Loraine manda umas mensagens carinhosas de vez em quando, o JP comenta todos os meus Stories com muito carinho. Tenho uma história especial com cada participante.

SP: Como observa o futuro da TV/ plataformas de streaming? Tem vontade de trabalhar em alguma delas?
RV: O futuro da programação televisiva chegou. A qualidade está cada vez melhor. As novelas da Globo parecem cinema, os programas da Record se popularizando e se aproximando cada vez mais do público. Estamos em 2020 e Sonia Abrão ainda é absurdamente relevante da mesma maneira que a WebTvBrasileira no Youtube se transformou. Até agora o conteúdo se agregou, o público sai vencendo. O futuro não será diferente. Tenho muita vontade de trabalhar em alguma delas, sim. Estou começando a pensar em idéias e espero que um dia consiga achar meu espaço na televisão também.

SP: Qual sua relação com a música?
RV: Eu estudei música desde jovem. Tocava em várias missas para conseguir juntar dinheiro e me mudar pra Londres em 2004. Cresci ouvindo Jovem Guarda e Tropicália. O meu primeiro show foi da Marisa Gata Mansa. Eu não tinha nem 10 anos e meu álbum favorito era um do Chico Buarque, de 78. Meu pai passava o dia ouvindo música e minha avó nem tinha televisão ou livros, apenas discos. Sempre gostei de escrever e aprendi violão cedo. Quando fui pra Londres eu comecei a tocar em pubs e assinei contrato com a Far Out, uma gravadora inglesa responsável por lançar lá fora cantores como Marcos Vale, Joyce e Milton Nascimento. Lancei algumas músicas com eles, fiz sessões para a BBC, participei de programas de rádio, toquei em festivais, viajei e parei um pouco com a música. Fiquei muitos anos sem fazer shows, mas nunca deixei de escrever música. Ano passado eu gravei um álbum novo e não vejo a hora de lançar, espero que ainda esse ano!

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SP: Qual a sonoridade que seu novo EP vai trazer?
RV: São todas minhas próprias músicas. Gravei com o Ben Reed, baixista do Frank Ocean e David Byrne, mas a sonoridade não é parecida. O Ben é jazzista e o álbum tem mais essa influência. Como eu moro fora, minhas músicas são classificadas como World Music, mas eu as considero MPB, um pouco folk.

SP: Quais são suas inspirações e ídolos musicais?
RV: Eu ouço muitos artistas variados e me inspiro em pessoas diferentes a cada semana. Meu ídolo brasileiro é Caetano Veloso. É meio clichê falar isso, mas o álbum Transa foi desses álbuns que mudou a minha vida. Estou sempre ligados nos artistas novos que aparecem no brasil e na Inglaterra e ouço todos!

SP: Tem vontade de fazer alguma colaboração com artista ou grupo? Qual e por que?
RV: Eu gravei o meu último álbum pensando muito na Céu e na Tulipa Ruiz. Eu conheço as duas pessoalmente. Sou amigo da Tulipa e já abri uns shows da Céu em londres. Amo a voz das duas e ainda quero gravar com elas um dia.

SP: Quais são seus planos após a pandemia do coronavírus?
RV: Quero voltar pra casa. No momento estou na minha mãe no Rio, mas ao voltar pra casa eu consegui começar a gravar mais vídeos e quiçá ter um canal no YouTube. Não vejo a hora de abraçar todo mundo e sair beijando por aí. Sou uma pessoa muito privilegiada e estou conseguindo passar essa quarentena com bastante serenidade, apenas de alguns momentos difíceis. O pós quarentena vai ser libertador e espero que o mundo consiga se reerguer das perdas e crises.

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Andy Santana

CEO do Soda Pop, fotógrafo, inquieto, formado em moda e que ama música. Não exatamente nesta mesma ordem!

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