Marianna Alexandre mostra versatilidade em nova fase da carreira

Aos 19 anos e com uma experiência de dar inveja, Marianna Alexandre inicia nova fase da carreira artística, a jovem atriz está lançando seu primeiro single de trabalho ‘Cor de Mel’ que chega acompanhado de clipe gravado durante a pandemia.

Marianna já explorou várias facetas da vida artística, atuou em musicais famosos, cinema, TV e agora partindo para o mundo da música, a carioca conta um pouco sobre esta etapa da vida e sobre projetos futuros, confira:

Soda Pop: Qual o maior desafio em lançar um projeto autoral, em tempos tão difíceis, como o de isolamento social e a própria pandemia?
Marianna Alexandre: Tive sorte de ter tido uma inspiração nesses tempos tão difíceis. Sei que muitas pessoas viram esse momento como um enorme obstáculo, o que é completamente compreensível, pois é muito difícil manter um alto desempenho e uma boa saúde mental em períodos como o atual. Por conta disso, acredito que o maior desafio que encontrei foi conseguir manter o foco e a perseverança de seguir com o projeto até o fim. Estou muito orgulhosa das pessoas que reuni e sei que sem elas “Cor de Mel” não teria sido possível. Muito obrigada a todos!

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SP: Qual foi a inspiração para compor “Cor de Mel”?
MA: Não tive apenas uma inspiração, foi um conjunto de fatores que me levaram a compor essa canção, como por exemplo, inquietudes emocionais, textos que eu li nessa pandemia e reflexões atuais. Além disso tudo, contei com a parceria do meu amigo talentosíssimo, Davi Pithon, o que foi essencial para o surgimento de “Cor de Mel”.

SP: A música fala de aproveitar a vida e o momento presente, você chegou a perder alguém próximo neste período, por conta da Covid-19 ou outro motivo? Se sim, isso influenciou na forma de compor?
MA: Felizmente não. Porém, sei que muitas famílias perderam entes queridos por essa triste doença e me solidarizo completamente com elas. Desde o início me senti um pouco desolada com a situação, o que me fez buscar uma maneira de amenizar esse sentimento, que acabou sendo por meio, principalmente, dessa música, baseada em momentos leves e com boas vibrações.

SP: Levando pelo lado da transição da adolescência para a vida adulta, presente na música, aos 19 anos você pode dizer que vive de arte desde criança. A letra traz também um ‘quê’ pessoal sobre a sua transformação? Se sim, como enxerga essas mudanças e como acha que elas impactam na sua arte e seus projetos?
MA: Acredito que sim. A música traz uma sensação nostálgica, de alguém que gostaria de voltar ao passado, mas sabe que o futuro o aguarda com novas e incríveis oportunidades. Para mim, com o tempo e diversas experiências, especialmente no meio artístico, fui aprendendo a lidar com várias adversidades que me fizeram enxergar o mundo de outra forma. Elas me ajudaram a formar meu caráter e minha personalidade, aspectos que influenciam, ativamente, nos meus projetos, como aconteceu na criação de “Cor de Mel”.

SP: Como foi gravar um clipe durante a quarentena, com suas restrições e distanciamento? Se fosse em outro momento, o vídeo teria uma outra temática?
MA: Fizemos tudo de acordo com o que o período exige, usando máscaras e com altas doses de distanciamento social hahaha. Foi uma experiência totalmente diferente do que estava acostumada – até porque nunca havia me “autoproduzido” e nem participado de um trabalho com tantas restrições – mas tudo foi levado com bastante leveza, criando uma atmosfera séria, porém divertida. Agora sobre o vídeo: não acredito que ele teria outra temática, já que escolhi a praia de Grumari – RJ, por transmitir toda a paz que queria passar com a canção. Foi o local perfeito!

SP: Uma artista versátil e plural como você, que já acumula experiências no cinema, na TV, no teatro musical e agora parte para a música no ‘mundo streaming’, qual é o segredo para dominar tantas habilidades com tão pouca idade?
MA: A base de tudo é o estudo, isso é uma coisa que eu sempre defendi. Comecei “tarde” se comparado com outras crianças desse meio. Fiz meu primeiro trabalho profissional aos 12 anos, apesar de já estudar música desde os 7 anos, e foi daí que decidi que a arte faria parte integral da minha vida. Por isso digo e repito, foquem nos seus sonhos, sempre buscando um aprimoramento, porque devemos sempre aprender e evoluir durante toda a vida!

SP: O que podemos esperar deste novo ciclo musical da Marianna? Ele terá novos capítulos?
MA: Esse é um assunto que prefiro manter em quase que um sigilo absoluto hahaha. Mas posso adiantar que pretendo sim lançar novos projetos nessa área, só que, infelizmente, ainda não posso dizer quando.

SP: Quais os projetos que ficaram para o próximo ano devido a pandemia?
MA: Antes da pandemia eu estava com vários trabalhos encaminhados, porém devido ao coronavírus alguns que estreariam esse ano foram postergados, como o filme “Um Broto Legal”, que conta a história da cantora Celly Campello e tenho a honra de interpretá-la, e a novela da Record TV, “Gênesis”. Junto a isso, estou visando montar “Valsa N°6”. de Nelson Rodrigues, já que essa obra sempre foi um sonho para mim e ela completará 70 anos em 2021.

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SP: O que você aprendeu/vem aprendendo com a pandemia e o isolamento social?
MA: Aprendi que devemos dar valor a pequenos momentos e mostrar nosso amor para aqueles que nos cercam e nos fazem bem. Espero que esse cenário passe logo e possamos todos nos abraçar em breve.

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Andy Santana

CEO do Soda Pop, fotógrafo, inquieto, formado em moda e que ama música. Não exatamente nesta mesma ordem!

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