#Entrevista: Projota fala sobre o novo disco

José Tiago Sabino Pereira, mais conhecido como Projota, recebeu a imprensa para conversar sobre seu novo trabalho “A Milenar Arte de Meter o Louco” recém lançado pela Universal Music, repleto de parcerias e músicas que estão bombando nas rádios e na internet. Sucesso é o seu sobrenome, confira o que rolou neste bate papo que foi desde representatividade à projetos futuros.

Projota (Ph: Andy Santana)

Soda Pop: Projota, como você definiria seu recente trabalho “A Milenar Arte de Meter o Louco” em uma única palavra?
Projota: Nossa! Em uma palavra? O nome do álbum já é enorme… Definiria em Projota!

SP: Por que, Projota?
Projota: Projota define toda a minha essência, todas as vertentes do meu trabalho, e estão presentes neste álbum. Eu trago de tudo um pouco, músicas para calmaria, romance, lazer, protestos. Tem tudo num único álbum.

SP: Em que momento da sua vida você ‘meteu o louco’?
Projota: A Arte de Meter o Louco, no meu caso tem dois pontos: 1º quando resolvi cantar o rap e 2º quando eu resolvi mudar o rumo da minha música, de onde eu gostaria de levar a minha arte, minha música. Até então eu não tinha um objetivo, era exclusivamente fazer música e viver de música. Em 2013 sentamos e resolvemos mudar o rumo da carreira, ir para as cabeças, e ir para as cabeças seria se tornar tão grande quanto a Ivete. Meu esforço foi para se tornar um grande artista, não só um grande rapper. Quero viver de música, ficar velhinho cantando e para isso eu teria que emplacar vários singles, e aos pouquinhos fomos introduzindo os singles nas rádios. Hoje estamos com 9 singles emplacados, uns 3 por anos.

SP: Neste novo álbum você apresenta várias participações: Mano Brown, Karol Conka, Rashid, Haikaiss e Anavitória, porque a escolha de vários artistas neste projeto?
Projota: A Karol é tem uma representatividade muito grande não só na música ela conquistou com sua figura um lugar de destaque. Já gravei com várias artistas femininas: Flora Matos, Negra Li, Anitta, Paola (minha backing vocal) que hoje está presente cantando no meu disco. Trazendo mulheres talentosas que inspira outras pessoas a se aventurarem no rap. Trazendo grandes homens neste projeto inspira outros artistas, e o movimento só tem a ganhar com esta representatividade de vozes.

SP: Quanto tempo durou a concepção deste álbum?
Projota: Bastante tempo, no total de um ano e meio, só em estúdio foram uns 8 meses, gravávamos músicas, depois descartávamos, até ficar do jeito que eu queria, geralmente gravava de 3 a 4 meses um álbum. Mixtape era um mês apenas, foi difícil porque fui exigente e cauteloso.

SP: Você pretende transformar o seu novo trabalho em DVD ou em um álbum visual, já que é tão forte e rico?
Projota: Olha que não procuro pensar futuramente com os projetos que envolvem DVD, eu deixo as coisas acontecerem. O álbum contém 11 faixas e já temos 6 singles lançados com clipes, então estamos testando e vendo aonde ele vai nos levar.

SP: Falando ainda em representatividade, temos grandes nomes como Rico Dalasan e Glória Groove como rappers/drags/negras, como você vê esta força que vem crescendo em esferas que sofrem tanto preconceito?
Projota: O Rico eu conheço bem, ano passado fizemos um show juntos, no Bouleverd Olímpico, fizemos o recorde das Olimpíadas, tinha mais de 100 mil pessoas presentes e eu tinha dois convidados, chamei o Rico e o Marechal para este evento. Foi o meu maior show, meu maior público. O Rico é um parceiro que admiro muito, porque ele é bom! Simples assim, incrível como tem gente que não consegue fazer isso, simplesmente. F*** não importa se você é preto, amarelo, listrado, não importa o que você gosta de fazer. Eu tento em alguns momentos através da minha música quebrar estas coisas “Porta do Céu” é uma música que falo sobre a homofobia e acho que é ridículo. Fico muito feliz por estar começando um processo, fora do rap também, tem a Pabllo Vittar, As Bahias e a Cozinha Miniera, é um movimento que se está engatinhando, mesmo com a Pabllo voando, mesmo ela voando sozinho é muito pouco para o movimento, merece muito. O Projota tocando na rádio é muito pouco, merecemos muito mais Projotas cantando nas rádios. Apoio total o movimento. O Rico eu conheço o trabalho e acompanho os lançamentos e a Pabllo que tenho conhecido mais, e o burburinho que vem criando com o lançamento de nova música, e a música é boa pra c***.

Projota: Aproveitando ainda sobre representatividade com drag queen, eu acabei de filma um novo filme “Sequestro Relâmpago” com a Marina Ruy Barbosa e no qual eu faço o papel de marido da drag Linn da Quebrada. Está previsto para estrear nos cinemas em 2018.

SP: No seu site você tem linha de roupas infantis, masculinas e femininas, qual a sua relação com a moda?
Projota: Eu como empreendedor quero vender aquilo que o meu público busca. Quando eu vi que as meninas em davam muitos ursinhos de pelúcia, pensei por que não vendê-los? Então tem desde o ursinho de pelúcia, a caneca até o moletom com o nome do rapper, pois quando você está na adolescência você quer mostrar para os outros aquilo que te representa, eu era assim com os meus ídolos. Eu adoro moda, costumo usar bastante a cor preta.

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Andy Santana

CEO do Soda Pop, fotógrafo, inquieto, formado em moda e que ama música. Não exatamente nesta mesma ordem!

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