Sem Drama: conheça ALVA e seu novo EP

A cantora Tais Alvarenga deixa seu nome para trás e passa assinar como ALVA, em sua nova fase, a artista explora diferentes vertentes de levar sua música aos diversos públicos. Em parceria do rapper Luccas Carlos, lança o single “All This Drama” que chega acompanhado de clipe e do EP “De Onde eu Vim o Amor não Acaba”. Conversamos com ela sobre a nova fase da carreira e planos futuros, confira:

Soda Pop: ALVA você está lançando o single “All This Drama”, com Luccas Carlos, como surgiu a ideia da parceria e por que da escolha do nome em inglês?
ALVA: Eu gosto muito desta mistura de culturas, na verdade este é o futuro da música. A gente aqui, quanto povo americano, não só latino americano, mas a América toda em si, um povo que passou por coisas similares, a gente se mistura em alguns lugares e eu acho que deveríamos nos misturar mais. Não foi uma escolha consciente do nome.

Eu conheci o Luccas nos Trilhos [balada em São Paulo], quando ele fez show lá. Curti muito a energia dele no palco, admirei muito e mais do que isso, ele é um artista que tem uma humildade que eu acredito muito. Foi uma troca entre mundos, que acabou dando muito certo. Esta faixa quando ouvi, já pensamos nele, o Marcelinho Ferraz que é produtor do Los Brasileiros e que produziu este disco, já enviou pra ele e ele curtiu muito.

SP: A coreografia do clipe “All This Drama” foi pensada para ser reproduzida nos aplicativos de vídeos (TikTok / Reels)?
ALVA: Não! Na verdade a coreografia tem passos de dancehall, que é uma dança africana. Todas as minhas coreografias sempre são muito simbólicas dentro das letras; Essa letra fala de força ao mesmo tempo de leveza, de um caminho escolhido e ao mesmo tempo de olhar pra trás. Então tem vários passos que representam essa força feminina, que falam sobre evolução. Mas eu espero que ela corra no TikTok. Eu me amarro!

SP: O EP “De Onde eu Vim o Amor não Acaba” apresenta temas como auto aceitação, ditadura social sobre o corpo e saúde mental. Diante da pandemia, fomos obrigados a fica confinados com nossos próprios medos e ansiedades, como o projeto pode ajudar estas pessoas?
ALVA: Este tema “De Onde eu Vim o Amor não Acaba” passeia por todos estes âmbitos: físico, mental, espiritual e estamos numa fase de muita expansão de consciência em vários aspectos, como o feminismo, o racismo, questões indígenas, na política e a questão de ficarmos confinados com nossos medos e ansiedades, na verdade traz um olhar que é exatamente onde este EP caminha.

Na faixa “Honestamente”, quando eu falo: ‘De madrugada, saí só pra te procurar’, é uma frase de desespero. Numa posição dessas, estamos procurando a si mesmo. Então dentre de todos estes assuntos, se a gente conseguir se fortalecer, não só no que a gente se imagina que é mais evoluído mas no dia-a-dia, se a gente conseguir olhar pra nossas dores e o que a gente julga imperfeito, que na verdade nos serve para muita coisa, conseguiremos ter mais leveza de olhar pra si e olhar pro outro.

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Os diálogos são todos muito importantes, mas principalmente essa leveza e generosidade nessa evolução. A partir daí a gente já entende que mesmo no fim das relações [coisa que aconteceu muito na quarentena], o amor continua ali no peito e existe várias formas de amar.

SP: O novo ciclo de ALVA deixa para trás a identidade de Tais Alvarenga, o que pretende fazer em 2021, quais são os planos e projetos para este novo ano?
ALVA: Todos são caminhos sem volta, a partir do momento que a gente vivencia algumas coisas, a gente se modifica. Tudo o que aconteceu este ano, na minha carreira, me libertou artisticamente. Então eu estou com vontade de fazer muita coisa. ALVA ainda vai se apresentar para o público de muitas formas, tanto físicas quanto musicais e ideológicas. Próximo ano tem outro EP, que já começou a ser gravado. Pretendo cada vez mais colocar o espanhol nas músicas. O próximo trabalho vem ainda mais pop e espero que a gente consiga fazer shows.

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Andy Santana

CEO do Soda Pop, fotógrafo, inquieto, formado em moda e que ama música. Não exatamente nesta mesma ordem!

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