#Teatro: Com “O Camareiro”, Tarcísio Meira se despede dos palcos

O Camareiro é uma das peças mais celebradas e montadas em todo o mundo. Esta remontagem da premiada produção de 2015 é um olhar fiel sobre a intimidade daqueles que devotam suas vidas aos bastidores e camarins dos teatros e se dedicam com paixão a manter viva a chama da arte e da civilidade humana.

Com delicadeza, sensibilidade e uma grande dose de bom humor, o comovente texto de Harwood é uma homenagem a todos aqueles que dedicam suas vidas para que o teatro continue a existir.

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Durante a segunda Guerra Mundial, na Inglaterra, um ator de teatro à beira de um colapso nervoso luta no limite de suas forças para interpretar mais uma vez o Rei Lear de Shakespeare. Mesmo senil e com sua saúde debilitada, o “Sir”, como é chamado por todos, lidera com tirania sua companhia, que começa a desmoronar.

Ele conta com Norman, seu dedicado camareiro, que desdobra-se para atender às exigências de seu patrão, cuida de sua saúde e tenta ajudá-lo a lembrar suas falas, já que o senhor encontra-se confuso e desorientado.

Ao contar o drama de uma companhia de teatro esfacelada pela guerra, o autor britânico Ronald Harwood, cria uma metáfora sobre a dificuldade de se fazer escolhas, sobre continuar ou desistir, cumprir sua missão ou desertar. Fala sobre dedicação, devoção, paixão e mostra o avesso do teatro, seus bastidores e sua intimidade.

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Em entrevista à Revista Quem, o ator Tarcísio Meira, de 84 anos declarou que: “Acho que qualquer ator pode se identificar com esse personagem. Nosso trabalho é muito difícil e cansativo, mas também muito prazeroso e enriquecedor. Se é uma coisa que o ator não pensa é em se aposentar e parar de atuar. Claro que ninguém quer morrer no palco. Esses dias vi um sertanejo que morreu no palco (Juliano Cezar teve um infarto fulminante durante um show). Achei tão triste, espero que não aconteça comigo e nenhum de nós. Mas não penso em me aposentar, parar. Agora, sendo realista, depois desta peça, não vou fazer outra. Estou indo para os 85 anos, estou velhinho. Não acredito que surja um outro personagem que eu possa fazer“.

Serviço:
Teatro FAAP (486 lugares)
Rua Alagoas, 903 – Higienópolis.
Informações e Vendas: 3662.7233 e 3662.7234.
Vendas: faap.br/teatro
Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 20h. Domingo das 14h às 17h.
Aceita cartão de débito e crédito: Visa, Master ou Dinners. Não aceita cheque.
Estacionamento gratuito, com vagas limitadas. Acesso para deficiente. Ar-condicionado.
Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 18h
Ingressos: R$ 100 e R$ 120
Duração: 120 minutos, com intervalo
Classificação: 12 anos
Gênero: Drama
Temporada 2020: até 02 de fevereiro

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Andy Santana

CEO do Soda Pop, fotógrafo, inquieto, formado em moda e que ama música. Não exatamente nesta mesma ordem!

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