Revelada “A Mentira” sobre Frederico Reuter

De Minas para o mundo, o ator Frederico Reuter conquistou seu espaço no teatro musical e agora desbrava o mundo do streaming ao integrar nova produção do Disney+. Com diversos musicais de peso no currículo, Fred atualmente leva o público ao choro (de tanto rir), com a comédia “A Mentira”. Confira a entrevista em que o ator revela as dificuldades que a peça enfrentou para retornar aos palcos, pós lockdown e também saiba um pouco do que esperar da nova série musical.

Soda Pop: Você está há muito tempo em cartaz com a comédia teatral “A Mentira”, que vem lotando teatros desde antes da pandemia. Ao que atribui o sucesso do espetáculo? 
Frederico Reuter: Diria que são muitos fatores positivos. O texto do Florian Zeller é brilhante. São dois casais que se veem enrolados em mentiras. A peça discute até que ponto a mentira pode salvar ou destruir casamentos. O que poderia ser uma DR chata, acaba sendo uma comédia que trata de um assunto sério com leveza e humor, e acho que o público se identifica nos personagens. Além do texto, a direção e a tradução do Miguel Falabella são, como sempre, maravilhosas. Ele sabe dar brasilidade a um texto francês com maestria. Além do fato de que o público ama ver Miguel em cena, e agora com Danielle Winits, que está maravilhosa, acho que atrai ainda mais.

SP: Conte um pouco sobre o seu personagem e comente sobre a sua relação com a comédia.
FR: Eu faço o Michel, casado com a personagem da Alessandra Verney  que são os melhores amigos do casal vivido por Falabella e Winits. Eles se veem no meio dos conflitos do casal e eles próprios têm os seus. A cena dos quatro juntos é a mais engraçada da peça. É quando o público gargalha e quando a trama vai se complicando entre os casais a ponto do público não saber o que é verdade e o que é mentira. Eu adoro, e adoro fazer comédia. Adoro a reação do público. É muito gostoso para um ator ver que uma palavra, um texto, fazem o público gargalhar. Você vai testando, mudando, e vendo o que funciona, mas não é fácil. Uma respiração no lugar errado, uma inflexão, pode acabar com a piada na hora, mas a reação do público quando gargalha é viciante.

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SP: A peça preparava uma turnê pelo Nordeste quando a pandemia interrompeu todos os planos. Como foi pra você atravessar esse período e como se sentiu (emoção, sensação) retornando aos palcos?
FR: Quando recebi a notícia estava na praia de Ipanema, no meu dia de folga. Fiquei atônito. Já tínhamos rodado o interior de São Paulo, Vitória, Rio de Janeiro e depois São Paulo capital. Voltamos para o Rio para mais dois meses, sempre com casa lotada. Começamos a turnê no Nordeste, por São Luís. Foi espetacular, e aí paramos por tempo indeterminado. Achamos que seria por poucos meses, mas quando me dei conta de que não voltaríamos fiquei desesperado. Todos nós, do teatro, vivemos de aglomeração, então não tinha como voltar. Fiquei muito ansioso e sem saber o que fazer no início, mas depois vi que não tinha muito o que fazer a não ser esperar. Todos os artistas sofreram muito. Perdemos nosso ganha pão e muita gente até desistiu da carreira, mas graças a Deus estamos voltando. Somos resilientes!

SP: Em paralelo ao teatro, você entrou para a segunda temporada da série “O Coro: Sucesso Aqui Vou Eu”, da Disney+, que deve alcançar um público bem diferente do que você já tem. Como tem sido a experiência de trabalhar com tantos jovens talentos e qual a sua expectativa para este novo momento da carreira?
FR: Estou adorando voltar ao audiovisual e com tantos novos talentos, com os quais nunca tinha trabalhado, é motviador! Assim como com veteranos já conhecidos de outros trabalhos meus, como Cininha de Paula, Miguel Falabella e Karin Hils. O processo foi exaustivo, um misto de teatro musical e televisão, mas tem sido delicioso voltar a gravar, não ter tempo para nada e trabalhar naquilo que amo. Eu já tinha feito novelas na Globo, mas o streaming é recente e ainda não tinha tido essa experiência. Espero que conquiste o público daqui e de outros países, já que a série deve ser exportada. Não vejo a hora de ser disponibilizada, mas eu só entro na segunda temporada. Até lá, fico na expetativa de que seja um êxito o seu lançamento!

Frederico no musical New York, New York (Foto: Marcos Mesquita)

SP: Como você destacou, o elenco da série vem promovendo reencontros com diversos colegas de trabalhos anteriores, com quem já dividiu os palcos. Acha que isso facilita na hora de contracenar e contar essa história? Como tem sido o clima das gravações?
FR: Sempre facilita. Gravar com a Karin Hils é sempre muito bom e divertido. Já fizemos musicais e novela juntos, então somos muito amigos. Além dela tem o Guilherme Magon, amigo querido com quem fiz o musical “Hebe”, a Sara Sarres, Daniel Rocha, que são amigos e colegas de vários musicais, com quem tenho intimidade cênica. Mas ensaiamos tanto tempo que já criamos intimidade com os novos atores também e no final acaba sendo muito gostoso viver esse processo com todos. 

SP: O que o público pode esperar de Diego Loma, seu personagem na série? 
FR: O Diego Loma é um astro dos musicais, um cara do bem, convidado para estrelar uma peça. Eu canto músicas lindas, clássicos da MPB e do Pop nacionais, que compõem a trilha da série. Não posso falar muito antes da estreia, mas espero que o público goste tanto de “O Coro” quanto do Diego.

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Andy Santana

CEO do Soda Pop, fotógrafo, inquieto, formado em moda e que ama música. Não exatamente nesta mesma ordem!

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