Conheça o ator Vinícius Loyola, que dá vida ao Cazuza no musical sobre Ney Matogrosso

Com mais de duas décadas de carreira, o ator Vinícius Loyola celebra a vida e obra de uma das figuras mais icônicas da música brasileira: Cazuza ao interpretar o cantor no musical “Ney Matogrosso – Homem com H”,  em cartaz no 033 Rooftop, em São Paulo. Pincelando momentos importantes da relação pessoal e profissional dos dois, o artista multitalentoso pode ser visto em cena com contornos diferentes dos já conhecidos pelo seu público, seja como ator ou cantor, e tem impressionado com a performance apresentada. Confira nossa entrevista exclusiva:

Soda Pop: Antes de ser Cazuza você pôde ser visto interpretando Sérgio Malandro e Gugu Liberato. Como é dar vida a figuras tão conhecidas do público?
Vinícius Loyola: Sempre uma responsabilidade imensa. Esses artistas são muito conhecidos do grande público. São aquelas figuras que todos já ouviram falar e que tem muita personalidade. As pessoas que vão assistir querem ver a semelhança dos trejeitos, da voz e dos bordões. Minha primeira experiência foi no musical “Silvio Santos, vem aí”. Fazer o Gugu e o Sérgio Malandro foi um ótimo primeiro passo. Mas a composição e a própria linguagem dos personagens me permitiam usar um pouco mais da caricatura. Nesse processo, em Ney Matogrosso, já preciso estar mais realista. Está sendo um grande desafio mergulhar no Cazuza. Tenho escutado boas palavras a respeito do meu trabalho.

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SP: Qual foi o maior desafio que encontrou na construção do seu personagem? O que mais buscou no processo?
VL: O maior desafio sempre foi entender o que significa chegar na energia que esse artista transmitia na vida através de suas letras e melodias. Além disso, Cazuza foi um cantor conhecido por sua personalidade, seu jeito livre de viver. Era muito a frente do seu tempo. Me considero muito diferente dele. Mas ser ator é poder viver pessoas que não se parecem em nada com a gente. Eu amo esse desafio. Pra mim foi sair da zona de conforto. Não existe elogio maior que alguém dizer ao final do espetáculo: “Eu estava diante do Cazuza. Eu o enxerguei. A voz está igual. Parecia que eu estava num show dele”.

SP: Em musicais biográficos é natural que o público queira identificar o artista ali representado. Como tem sido a repercussão de Cazuza com o público?
VL: Muito especial, não só para comigo como para o espetáculo num todo. Sem dúvida dos meus últimos trabalhos é aquele que mais gera comentários positivos. Quando estamos no processo de ensaio, às vezes não temos a dimensão do que se tornará aquele trabalho. Eu mergulhei muito nos detalhes e acho que isso está fazendo toda a diferença. Costumo dizer que todos os processos nos somam. Não dá pra ser a mesma pessoa depois de viver Cazuza.

SP: Você sempre manteve a carreira de cantor em paralelo a de ator. Você já cantou muito Cazuza? Em que momento as vidas de vocês se encontram?
VL: Já cantei muito. Já tinha visto o filme, o musical, conhecia sua obra inteira. Mas jamais imaginei interpretá-lo. Quando soube das audições do musical da vida do Ney pensei: Não dá pra falar de Ney sem falar de Cazuza. A vida deles tem uma ligação de amor e amizade muito fortes. Pensei comigo: Perfil eu tenho. Será que consigo chegar na voz, nos trejeitos, na fala. Estudei muito, me dediquei. Ser ator é trabalhar com a observação dos detalhes. Nós nunca estamos preparados, mas o que vale muito é a disposição de se desconstruir para algo novo nascer. Sou grato por poder viver um pouco de sua história através da arte.

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SP: Você está sempre envolvido em projetos, tanto do lado artístico quanto do criativo. Já tem projetos para 2023 que possa adiantar?
VL: Nos últimos anos tenho me dedicado muito a compor para espetáculos teatrais musicais. Amo a parte criativa. Ver nascer algo do zero me inspira demais. Existem alguns projetos engatilhados nos quais estou envolvido, mas ainda não posso adiantar kkkkkk. De qualquer forma acredito que “Ney Matogrosso – Homem com H” têm grandes chances de fazer mais uma temporada. Tem sido sucesso de crítica e público. Assim que eu puder anunciar eu volto aqui para divulgar. Vocês serão os primeiros a saber!

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Andy Santana

CEO do Soda Pop, fotógrafo, inquieto, formado em moda e que ama música. Não exatamente nesta mesma ordem!

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